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sexta-feira, 6 de março de 2009

A Surrealista?

Hoje apetece-me falar de sonhos. Dos meus sonhos, dos meus filmes, das minhas cenas mentais que me ocupam a mente quando não tenho nada para fazer e também quando tenho milhões de coisinhas para fazer, mas que a vontade não sente vontade nenhuma de fazer.

Tenho um colega que já há uns poucos de meses que insiste em me chamar surrealista, eu respondo sempre que ‘não, que ideia, não sou nada’, isto porque me falta ainda trabalhar muito mais e ser o mais perfeccionista possível para chegar a tal estilo artístico.

Mas recentemente a minha opinião tem vindo a mudar, tenho-me olhado, tenho-me analisado, tenho-me tentado perceber mais um pouco e chego à conclusão que dentro da minha cabeça sou corrida a filmes e mais filmes aonde sou a actriz principal, o ser mais importante no meu mundo, a tentar perseguir algo que não existe na minha verdadeira realidade. Neste ponto de vista, acho que se pode dizer que sou uma autentica surrealista. Se não sou, é mais um engano da minha mente fértil para acrescentar na lista.

E sou perseguida pelas minhas próprias ilusões. Ilusões essas que representam os meus desejos, aquilo que acho que me deixaria feliz mais um pouquinho. Não, que eu não ande feliz, mas o ser humano deve ter sido projectado para nunca se sentir repleto com o que tem e quer sempre mais. Então, anda-se sempre neste ciclo vicioso de sonhos e mais sonhos, que até a dormir acontecem, mas aqui vagamente me relembro ou quando me lembro são demasiado confusos para entender o que o meu inconsciente me quis transmitir.

Esta é a minha forma de me entreter e a talvez encontrar um caminho ou vários, que hoje sinto-me meio perdida de novo e apetece-me por em causa uma parte do meu mundo.


Beijinhos surrealistas de coisinhas fofinhas, que é o que se quer neste momento,

Maria Amélia dos meus Sonhos

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