Templates da Lua

terça-feira, 31 de março de 2009

Sr. Tutti Frutti

Existe uma personagem que sobre o meu ser delicado e sereno exerce um poder deliciosamente tentador, da qual a Roxx sugeriu dar o nome de Tutti frutti.

Ora bem, como ser multifacetado de vários sabores que aquele homem é, pode-se dizer que cada dia que passa ele sabe uma fruta diferente, ora é doce e macio, ora amargo e duro.
Portanto é olhar a personagem de cima-abaixo (e que bons olhos o vejam que vale a pena), verificar que tipo de humor predomina no dito dia e escolher o tipo de fruta que se encaixa melhor.

Como exemplo, no outro dia, o Sr. Tutti Frutti estava aborrecidamente atento a uma reunião chatíssima aonde delicadamente se debruça sobre os seus braços e faz uma carinha de danoninho bastante comestível, da qual eu não resisti em ir observando discretamente e que classifico com um doce morango dos grandes e bons, que eu sou gulosa. E eu delirei completamente, não sendo esta a primeira vez, que várias outras ocasiões já me proporcionaram devaneios temporariamente apetitosos sobre esta fruta difícil e mutável. E como eu acho piada a personagens difíceis!


(A minha ‘Margarida’ adora fazer estas pequenas analogias e comparações. And I really love that!)

Kisses com sabor tutti frutti *
Maria Amélia

terça-feira, 24 de março de 2009

Shall we dance?

As danças latinas são das coisinhas mais perfeitas que existem à face da terra. Principalmente quando passamos uma noite inteira a queimar calorias numa pista de dança onde libertamos o nosso lado mais wild e onde não conseguimos parar de sorrir.

A verdade é que, depois da nossa pseudo-discussão por telefone, o L. veio a Paris. E, louca como aquela criatura é, ele meteu na cabeça que tinha de passar a noite a dançar. E para onde fomos? Para um pequeno e quase desconhecido NightClub Latino. E, quando se tem mais de sete anos de aulas de dança com os melhores professores do país, não dar nas vistas é praticamente impossível.

Então, em pouco mais de cinco minutos, eu e o L. já tínhamos os olhos postos em nós e na nossa "paixão" a dançar. Não é nada de se admirar, quer dizer - a modéstia fugiu de vez - nós somos bons nesta merda! E lá estivemos nós, literalmente durante horas, a rodopiar pelo chão de madeira envernizada do "salão de dança", como dançarinos profissionais, totalmente entregues ao amor que tínhamos pelo nosso lado latino.

E, quando, no fim da noite, estávamos a trocar os passos da última dança, o L. recebeu uma chamada telefónica. Mas, como dançarino que se preze termina sempre a sua música, o L. não aceitou a chamada. Ignorou a vibração frenética do cell-phone que teimava em não parar quieto no bolso das suas jeans e guiou-me nos últimos acordes do violino. Ao acabar a música, o cell-phone dele também já tinha perdido a chamada.

Deixámos o salão e decidimos que, como não tínhamos metro àquela hora, iríamos a pé até à Casa das Bonecas. E, se nos dias normais eu ter-me-ia queixado por ter de percorrer vários quarteirões a pé e com saltos altos, naquela noite, o meu estado de espírito estava tão sereno que eu apenas me deixei levar pelo andar, apreciando a serenidade quase impossível da noite parisiense. Aquela era, sem dúvida, a melhor noite desde o início do ano.

Escusado será dizer que o L. - que agora só vê a bitch da Jay à frente - teimou que não ia dormir lá em casa e que ia para o hotel. Sim, porque a obsessão daquela criatura pela Jay começa a assustar-me. Mas, well, ela vale a pena! Continuando. Acordei no dia seguinte com uma sms do L. no meu cell e, quando fui ler o texto, apenas dizia: "Era o M. a ligar-me. Temos de falar."
A grandessíssima merda é que o idiota do L. regressou a Londres nessa manhã e, quando eu berro com ele por telefone a implorar que ele me conte, ele apenas me responde: "Vem a Londres e falamos!" E ele IRRITA-ME com estas coisas! Quer dizer, ele vem a Paris de propósito porque tínhamos discutido por telefone, leva-me a dançar como pedido de desculpas, é um perfeito gentleman, torna a minha noite mais que perfeita e, no dia seguinte, consegue deixar-me completamente louca com uma sms.


Digam-me, este homem existe?!

E, Jay, nem comentes sobre isto, ou eu vou a Coimbra degolar-te!

With "love",
Roxx


P.S.: Apenas afirmando que o "meu" M. não é o mesmo M. da Jay.

quarta-feira, 18 de março de 2009

'Qualquer coisa' emocional

E eu estou estupidamente a admirar o meu cabelo no reflexo do ecran do pc e a pensar coisas esquisitas/sonhar acordada como uma miúda inocente... Vá-se lá perceber o vipe da 'Margarida'

Kiss Kiss,
Marie Amélie

segunda-feira, 16 de março de 2009

I want!

Oh my Lord, eu quero o M.!

Quero, quero, quero, quero, quero!

Estou estupidamente obcecada e pareço uma menina reguila a discutir por um pirulito! E porquê? Porque ele é lindo, tem um sorriso de morrer, cada expressão mais perfeita e eu sou uma louca luxuriosa que meteu na cabeça que o quer e que vai ter de o ter!

E vai ser assim, ou eu não me chamo Roxanne!

Bjinhos wild,
Roxx

domingo, 15 de março de 2009

Oh, fuck it!

Há certas e determinadas coisas que conseguem deixar-me chateada ao ponto de me querer atirar de uma ponte. Uma dessas coisas são as coincidências terríveis que o destino teima em tornar reais e, por vezes, assustadoras.

Ora bem, durante estas mini férias que eu e a Maria Amélia tivemos, entre muitas outras coisas, eu dediquei-me à visualização de séries de entretenimento. E, numa série britânica que estavam entre as minhas escolhas existe um personagem masculino, lindo de morrer, demasiado perfeito, que dança que é uma coisa magnífica e que, para mal de todos os meus pecados - e olhem que não são poucos - é gay. Mas, como é óbvio, o facto do personagem ser gay não me impediu de ir cuscar a vida toda do actor que lhe dá corpo através da internet. E, como tinha de ser, eu não encontrei nada de especial sobre o rapaz.

Mas, como aqueles que já me conhecem sabem, eu andei uns dias a sonhar acordada e a viver mais uma paixão platónica de menina que ainda se acha adolescente por culpa do dito actor. Quer dizer, não é todos os dias que se vê um homem daqueles, na minha faixa etária, que dance daquela maneira fabulosa e que tenha aquele sorriso que me derrete de cada vez que o vejo. Eu tinha de andar a sonhar com ele!

Claro que, durante estes dias, eu comentei com o L. sobre este actor. Porque o L. sabe sempre tudo sobre actores e dançarinos e porque, conhecendo ele todas as pessoas que vale a pena conhecer em Inglaterra, com sorte, ele havia de conhecer o actor em questão. O problema é que, quando eu falei com ele, o L. estava mais interessado em apreciar as partes baixas de um gajo qualquer e não prestou atenção nenhuma ao que eu lhe falei. Após ter desligado a video-chamada - carérrima! - eu fiquei de lhe enviar um mail com o nome do actor e com a foto dele. Mail enviado e lá continuei eu a vaguear pelas ruas perfeitas da capital francesa e a sonhar com o meu novo Prince Charming.

Até que, dias depois disto, estava eu em casa do meu irmão mais velho, a representar perfeitamente o meu papel de menina bonita que não faz mal a ninguém nem tem pensamentos - quanto mais actos - impuros, e o meu cell-phone começa a tocar. Além de ter ficado toda a gente que estava presente na sala - leia-se: 8 pessoas - a olhar para mim e para o meu cell a berrar, com a voz do Jack Sparrow,: "I’ve got a jar of dirt, I’ve got a jar of dirt, and guess what’s inside it!" o facto de eu ter atendido a chamada, e recebido um guincho histérico do outro lado, não ajudou em nada o meu disfarce de menina boazinha e bem comportada.

Lancei um sorrisinho cínico aos presentes, levantei-me e afastei-me para o corredor, de forma a poder falar com o L. sem que ninguém ouvisse. E foi uma conversa realmente interessante.

L.: Oh my Lord, Roxxy, como é que não me disseste ainda que era o *censurado*?
R.: Eu disse, mas tu estavas mais interessado em prestar atenção ao que não devias!
L.: Não importa, é claro que eu o conheço! *risos* Ele é um ex meu.
*Silêncio*
L.:Roxxy?
*Silêncio*
L.: Roxx?!
R.: *murmúrio* Ele é o quê?
L.:Um ex meu. Namoramos há alguns meses, mas não deu certo, sabes como é, ele queria uma coisa estável e eu sou tudo menos estável e- Roxx, estás a ouvir?
R.: Tu estás-me a dizer que o *censurado* alguém de gay na série, também é gay na vida real que eu tu o fodeste?! *levemente exaltada*
L.: Ah, yeah!
R.: Oh, fuck it!
L.: Se bem que eu acho que ele é bi, porque ele alinha em cenas com gajas e-
R.: Bye, L. *zangada*

Desligar a chamada, respirar fundo, tentar regressar à realidade. Ok, o homem com quem tenho andado a sonhar é gay e um dos meu melhores amigos fodeu-o. Isto não é normal! Não pode ser! Que raio de coincidência perversa é esta? Porque é que ele não poderia ser hetero? Ou, pelo menos, bi sem ter comido o L.! Fuck it, fuck it, fuck it!
E, como se isso não bastasse, eu viro costas para regressar à sala e dou de caras com o meu irmão a olhar para mim com cara de "Apanhei-te!" e com um sorriso totalmente maldoso no rosto.

- D., por favor... - pedi, sem qualquer resultado, já que ele se limitou a rir na minha cara e regressar à sala.

Portanto, agora, além de ter o meu irmão e os amigos a chamarem-me Jack Sparrow e a gozarem comigo por culpa do " I’ve got a jar of dirt", ainda tenho de aturar o L. a implicar comigo porque "Tu tens uma queda fenomenal para gays".

Fuck it!
Roxx

sexta-feira, 6 de março de 2009

A Surrealista?

Hoje apetece-me falar de sonhos. Dos meus sonhos, dos meus filmes, das minhas cenas mentais que me ocupam a mente quando não tenho nada para fazer e também quando tenho milhões de coisinhas para fazer, mas que a vontade não sente vontade nenhuma de fazer.

Tenho um colega que já há uns poucos de meses que insiste em me chamar surrealista, eu respondo sempre que ‘não, que ideia, não sou nada’, isto porque me falta ainda trabalhar muito mais e ser o mais perfeccionista possível para chegar a tal estilo artístico.

Mas recentemente a minha opinião tem vindo a mudar, tenho-me olhado, tenho-me analisado, tenho-me tentado perceber mais um pouco e chego à conclusão que dentro da minha cabeça sou corrida a filmes e mais filmes aonde sou a actriz principal, o ser mais importante no meu mundo, a tentar perseguir algo que não existe na minha verdadeira realidade. Neste ponto de vista, acho que se pode dizer que sou uma autentica surrealista. Se não sou, é mais um engano da minha mente fértil para acrescentar na lista.

E sou perseguida pelas minhas próprias ilusões. Ilusões essas que representam os meus desejos, aquilo que acho que me deixaria feliz mais um pouquinho. Não, que eu não ande feliz, mas o ser humano deve ter sido projectado para nunca se sentir repleto com o que tem e quer sempre mais. Então, anda-se sempre neste ciclo vicioso de sonhos e mais sonhos, que até a dormir acontecem, mas aqui vagamente me relembro ou quando me lembro são demasiado confusos para entender o que o meu inconsciente me quis transmitir.

Esta é a minha forma de me entreter e a talvez encontrar um caminho ou vários, que hoje sinto-me meio perdida de novo e apetece-me por em causa uma parte do meu mundo.


Beijinhos surrealistas de coisinhas fofinhas, que é o que se quer neste momento,

Maria Amélia dos meus Sonhos

domingo, 1 de março de 2009

Dolls are back!

E com novidades! Ora bem, após período longo de férias que estávamos muito necessitadas, regressamos com umas boas novas de meter medo.

Começamos bem, faltamos à primeira aula do semestre... mudanças de horários repentinas dá nisto… Não tendo nada para fazer, foi passar a tarde toda a falar homens e sexo! Temas cada vez mais recorrentes nos nossos diálogos porque ando louquinha da cabeça e a perder a pureza que habitava em mim. O desvario é tanto que só quero é absorver informações. Foi risada atrás de risada, a loucura residiu pelas nossas cabeças bastante tempo e ainda bem…

Next day, more crazy ideas. Homens e sexo circularam mais uma vez nas nossas mentes, claro! Mas um novo assunto surgiu.

É com muito orgulho e prazer que vos presenteio com a descoberta brilhante que Roxanne fez acerca das minhas capacidades mentais. Eu só tenho um neurónio, é por isso que não dou para a caixa como o comum dos mortais. Mas há mais, esta minha super-célula neural tem nome de gente, a ‘Margarida’, que coordena todos os meus pensamentos insanos e desconcertantes que pioram debaixo de sol abrasador e acolhedor.

E porque é que a Roxanne chegou a esta ideia? Porque ela, ao contrário de mim, já possui uma massa encefálica poderosa. E o sol estava de tal modo forte neste dia, que ela também sentiu necessidade de atribuir um nome. A modos que também tenho o enorme prazer de vos apresentar o ‘Tiago’. Portanto, a partir de hoje que conste que por detrás de estas nossas ideias estão estes seres neurológicos de uma esperteza fantástica.

Mais uma coisinha, este semestre, eu, Maria Amélia e a querida Roxanne fazemos intenções de andar a namoriscar os doces e amargos sabores da variedade de bebidas que por ai existe, de modo requintado e deslumbrante que é assim que tem de ser.


Beijinhos calorosos e desejos de muitas loucuras por aí,
Maria Amélia