As danças latinas são das coisinhas mais perfeitas que existem à face da terra. Principalmente quando passamos uma noite inteira a queimar calorias numa pista de dança onde libertamos o nosso lado mais wild e onde não conseguimos parar de sorrir.
A verdade é que, depois da nossa pseudo-discussão por telefone, o L. veio a Paris. E, louca como aquela criatura é, ele meteu na cabeça que tinha de passar a noite a dançar. E para onde fomos? Para um pequeno e quase desconhecido NightClub Latino. E, quando se tem mais de sete anos de aulas de dança com os melhores professores do país, não dar nas vistas é praticamente impossível.
Então, em pouco mais de cinco minutos, eu e o L. já tínhamos os olhos postos em nós e na nossa "paixão" a dançar. Não é nada de se admirar, quer dizer - a modéstia fugiu de vez - nós somos bons nesta merda! E lá estivemos nós, literalmente durante horas, a rodopiar pelo chão de madeira envernizada do "salão de dança", como dançarinos profissionais, totalmente entregues ao amor que tínhamos pelo nosso lado latino.
E, quando, no fim da noite, estávamos a trocar os passos da última dança, o L. recebeu uma chamada telefónica. Mas, como dançarino que se preze termina sempre a sua música, o L. não aceitou a chamada. Ignorou a vibração frenética do cell-phone que teimava em não parar quieto no bolso das suas jeans e guiou-me nos últimos acordes do violino. Ao acabar a música, o cell-phone dele também já tinha perdido a chamada.
Deixámos o salão e decidimos que, como não tínhamos metro àquela hora, iríamos a pé até à Casa das Bonecas. E, se nos dias normais eu ter-me-ia queixado por ter de percorrer vários quarteirões a pé e com saltos altos, naquela noite, o meu estado de espírito estava tão sereno que eu apenas me deixei levar pelo andar, apreciando a serenidade quase impossível da noite parisiense. Aquela era, sem dúvida, a melhor noite desde o início do ano.
Escusado será dizer que o L. - que agora só vê a bitch da Jay à frente - teimou que não ia dormir lá em casa e que ia para o hotel. Sim, porque a obsessão daquela criatura pela Jay começa a assustar-me. Mas, well, ela vale a pena! Continuando. Acordei no dia seguinte com uma sms do L. no meu cell e, quando fui ler o texto, apenas dizia: "Era o M. a ligar-me. Temos de falar."
A grandessíssima merda é que o idiota do L. regressou a Londres nessa manhã e, quando eu berro com ele por telefone a implorar que ele me conte, ele apenas me responde: "Vem a Londres e falamos!" E ele IRRITA-ME com estas coisas! Quer dizer, ele vem a Paris de propósito porque tínhamos discutido por telefone, leva-me a dançar como pedido de desculpas, é um perfeito gentleman, torna a minha noite mais que perfeita e, no dia seguinte, consegue deixar-me completamente louca com uma sms.
Digam-me, este homem existe?!
E, Jay, nem comentes sobre isto, ou eu vou a Coimbra degolar-te!
With "love",
Roxx
P.S.: Apenas afirmando que o "meu" M. não é o mesmo M. da Jay.
A verdade é que, depois da nossa pseudo-discussão por telefone, o L. veio a Paris. E, louca como aquela criatura é, ele meteu na cabeça que tinha de passar a noite a dançar. E para onde fomos? Para um pequeno e quase desconhecido NightClub Latino. E, quando se tem mais de sete anos de aulas de dança com os melhores professores do país, não dar nas vistas é praticamente impossível.
Então, em pouco mais de cinco minutos, eu e o L. já tínhamos os olhos postos em nós e na nossa "paixão" a dançar. Não é nada de se admirar, quer dizer - a modéstia fugiu de vez - nós somos bons nesta merda! E lá estivemos nós, literalmente durante horas, a rodopiar pelo chão de madeira envernizada do "salão de dança", como dançarinos profissionais, totalmente entregues ao amor que tínhamos pelo nosso lado latino.
E, quando, no fim da noite, estávamos a trocar os passos da última dança, o L. recebeu uma chamada telefónica. Mas, como dançarino que se preze termina sempre a sua música, o L. não aceitou a chamada. Ignorou a vibração frenética do cell-phone que teimava em não parar quieto no bolso das suas jeans e guiou-me nos últimos acordes do violino. Ao acabar a música, o cell-phone dele também já tinha perdido a chamada.
Deixámos o salão e decidimos que, como não tínhamos metro àquela hora, iríamos a pé até à Casa das Bonecas. E, se nos dias normais eu ter-me-ia queixado por ter de percorrer vários quarteirões a pé e com saltos altos, naquela noite, o meu estado de espírito estava tão sereno que eu apenas me deixei levar pelo andar, apreciando a serenidade quase impossível da noite parisiense. Aquela era, sem dúvida, a melhor noite desde o início do ano.
Escusado será dizer que o L. - que agora só vê a bitch da Jay à frente - teimou que não ia dormir lá em casa e que ia para o hotel. Sim, porque a obsessão daquela criatura pela Jay começa a assustar-me. Mas, well, ela vale a pena! Continuando. Acordei no dia seguinte com uma sms do L. no meu cell e, quando fui ler o texto, apenas dizia: "Era o M. a ligar-me. Temos de falar."
A grandessíssima merda é que o idiota do L. regressou a Londres nessa manhã e, quando eu berro com ele por telefone a implorar que ele me conte, ele apenas me responde: "Vem a Londres e falamos!" E ele IRRITA-ME com estas coisas! Quer dizer, ele vem a Paris de propósito porque tínhamos discutido por telefone, leva-me a dançar como pedido de desculpas, é um perfeito gentleman, torna a minha noite mais que perfeita e, no dia seguinte, consegue deixar-me completamente louca com uma sms.
Digam-me, este homem existe?!
E, Jay, nem comentes sobre isto, ou eu vou a Coimbra degolar-te!
With "love",
Roxx
P.S.: Apenas afirmando que o "meu" M. não é o mesmo M. da Jay.

Lovely ^^
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