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domingo, 5 de julho de 2009

Back in time

Oh Dear Fucking Lord! Isto de estar a dar raspanetes a gajos mais velhos que eu na idade é fucking, principalmente quando o dito cujo se lembra de inventar um enredo cinematográfico de longa-metragem de mentira absoluta! Começa com um ‘Olá, tudo? Já tenho saudades tuas… Tens namorado?... Quero saber coisas... Tenho coisas para contar’… já avizinhava uma conversa estranha.

Recuando no tempo dois anos ou algo semelhante, éis que conheço este moço, pequenino e engraçadote com quem eu ganhei uma relativa afinidade de imediato, até aqui tudo bem. Ao longo do tempo fomo-nos aproximando e eu tipo que estava a achar-lhe piada como quem diz isto tem pano para mangas (aqui já se ‘afuturava’ uma ligeira impressão que a minha vida iria ter muitos filmes imaginados por alheios e por mim também! xD).

Continuando, o rapaz tinha outros planos e teve que ir embora, claro que fiquei um pouco abalada e triste mas a vida é feita de uma série de acontecimentos e pessoas a entrarem, deixarem o seu contributo e a terem de ir embora.

Assim sendo, não nos deixamos de falar mas com o tempo as conversas foram diminuindo. Tal como ele disse hoje ‘sei que tiveste os teus romances’ e eu sei que ele arranjou namorada muito pouco tempo depois de ter ido embora, pensei aqui para os meus botões ‘ainda bem, é bom e ele tem de perder a virgindade rápido! xD’.

Houve um jantar de despedida do qual me perdi por completo, ainda não estando habituada ao álcool, fiquei de tal modo que todos entendem. Passei a noite toda a agarrada a ele a dizer ‘não vás embora, fica’. A conversa dele começou neste ponto e emaranhou-me num monte absurdo de perguntas contraditórias sobre o que me lembrava, o que não me lembrava, o que sentia, o que dizia, o que fiz. Inicialmente não me lembrava de muito, como é óbvio, dois anos é algum tempo e muitos acontecimentos e de importância maior estão mais presentes no meu pensamento actual. Para que se entenda, o meu cérebro funciona da seguinte maneira = eu mantenho activo na ‘margarida’ cenas do meu interesse, sendo que cenas que já não interessam/que não valem a pena permanecer vão dar uma curva à reciclagem ou vão lá para o cantinho dos cantos.

Essas perguntas avivaram-me as memórias e sei perfeitamente por onde andei e o que fiz, não fosse eu ser uma sortuda em me lembrar das minhas noites menos sóbrias.

Lembro-me bem que NÃO O BEIJEI! Não o beijei mas ele disse que sim, fez-me quase duvidar dos meus actos e das minhas certezas. Isto deixou-me chateada para ele no fim me dizer que nunca nos beijamos e que só queria saber qual seria a minha reacção (vontade que tive de o espancar naquele momento!) e que precisava de desabafar comigo que naquela noite me teria beijado.

Fui directa e disse que ele não precisava de ter andado com estas voltas, não podemos voltar atrás no tempo e nunca iremos saber as reacções um do outro, nunca! É escusado pensar nisso, passado é passado, ficam só breves recordações. Pensar no que teríamos feito faz-nos mal! Eu sei isso perfeitamente!


Beijinhos

2 comentários:

  1. Qual é o sentido de fazer tanta conversa para ver reacções de algo que já passou? :S daí ele não vai tirar nenhuma conclusão, né?
    digo eu.

    beijinhos *

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  2. LOL Só ele para andar com essas voltas e só tu para não o teres beijado... O que eu achei piada depois de me aperceber a quem te referias por "moço, pequenino e engraçadote com quem eu ganhei uma relativa afinidade de imediato". Já lá vão uns bons tempos, saudades do moço e das suas comédias. Mas tu não tens só romances, fora aquilo que por aqui subentendes e aqueles que não contas!!! Também quero... LOL
    Best Regards...
    J.

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