Vida airada que levo, fui sair uma noite destas e eis que me passa pela cabeça em reencontrar alguém do passado e pensar ‘festa agora era giro e interessante’. Talvez tivesse sido giro, mas o destino trocou-me a voltas e foi tudo completamente inesperado.
Estava eu toda perinlimpipi e elegante num bar a tertuliar com uns amigos quando surge diante dos meus olhos um ser lindo, deus grego = *baba*. Fiquei perplexa, atarantada, desvairada do sistema que nem sabia para onde me havia de virar. Tremelicava de tal maneira que deixei a Roxx preocupada. Assim que consegui uma calma superficial expliquei-lhe a razão do meu estado ao qual ela me diz ‘Vai ao ataque, mulher!’ como se eu naquele estado conseguisse dizer alguma coisa interessante sem me atropelar nas letras.
Decido ficar mais uns minutos a acalmar-me e a apreciar aquele pedaço de homem que me despertou todos os sentidos do meu corpo.
Começamos um jogo de trocas de olhares subtis, contemplando cada pedaço de corpo um do outro, cada movimento, cada gesticular de frase saída para o nada. Estava tão absorvida naquela miragem que não conseguia ouvir o que as pessoas à minha volta diziam, era completamente escusado tentarem falar comigo, não estava com capacidade para dizer uma frase com sentido sem tirar do meu pensamento aquela miragem. A troca de olhares foi-se intensificando, igualmente ao meu desejo de o poder possuir.
Decido tomar a iniciativa, mas já era tarde. Ele antecipou-se e do nada, surge à minha frente murmurando ao meu ouvido ‘Devíamos de nos conhecer’ e eu respondo já uma infinidade de intenções pecadoras ‘ Eu acho o mesmo’.

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