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quinta-feira, 2 de abril de 2009

Sin, sin, sin!

Na entrada anterior, a Maria Amélia falou de maçãs, pecados e a estranha relação que aquela mente turbulenta vê entre eles. Mas, se muitos pensam que as maçãs são os únicos pecados existentes na Casa das Bonecas - porque, afinal, meio mundo pensa em nós como verdadeiras santas - outros conhecem bem a nossa verdadeira essência e sabem, realmente, que de santas nada temos. Ok, tudo bem, talvez a Maria Amélia ainda seja uma ‘mini santa’ ou uma pecadora em ascensão e não 100% mestre na arte de pecar como a minha pessoa.


Mesmo assim, eu decidi que hoje iria compor um texto sobre os sete pecados mortais e a influência que eles têm na minha vida. Depois de tal coisa, tiram vocês mesmos as vossas conclusões sobre a possível "santidade da Roxanne".


Começando pela Preguiça, que é uma coisa linda, e que costuma atacar todos os dias quando acordo, quando tenho tarefas para fazer, quando estou deitada no sofá a ver seja o que for na TV e tenho de me levantar, quando toca o telefone e este se encontra longe, quando preciso de ir a algum lado, mas estava tão bem quieta no meu canto, etc. A verdade é que a preguiça é fabulosa em escolher os momentos mais oportunos para aparecer e, sinceramente, eu gosto bastante de ceder a este pecado e ficar sem fazer nada o dia todo.


O problema é que ficar sem fazer nada, normalmente trás outro pecado consigo: a Gula. Andar pela casa de um lado para o outro ou apenas deixar-me ficar deitada em algum canto dá-me fome! E, como eu detesto ter aquela sensação de vazio no estômago, o que houver de comida em casa raramente escapa à minha gula. Ou então, do nada, apetece-me loucamente comer aquele gelado que está guardado para o jantar e eu tenho muito que o comer ou fico doida. Resumindo: a gula causa-me problemas.


A Vaidade é terrível - e eu sou extremamente vaidosa e chata com estas coisas. Porque este pecado não consiste apenas em "eu sou linda, linda, linda e não há ninguém mais belo do que eu", mas também inclui o orgulho pessoal nele mesmo. E o facto de eu ser linda e não dar o braço a torcer, normalmente gera confusão. E confusão termina com Ira.


Eu sou uma pessoa louca e descontrolada que faz muita merda quando está de cabeça quente e a culpa é da ira! Eu detesto que me tirem do sério e, infelizmente, parece que é o passatempo favorito de um certo grupo de pessoas. Uns porque são idiotas demais, outros porque são estúpidos demais, outros porque têm a mania e outros apenas porque existem à face da terra. E quando me tiram do sério normalmente dá asneira e há porrada. E, coitado daquele se me partir uma unha no meio da confusão.


Sim, porque apesar das minhas unhas serem mesmo minhas - o que não se pode dizer de muita gente - é caro cuidar delas. E no que toca a Avareza, eu não sou das piores, mas é indiscutivelmente um pecado que eu também cometo. Quantas vezes não torço o nariz quando me pedem alguma coisa emprestada? No fim acabo por emprestar, mas fico "chateada" com algumas coisas. Quer dizer, se é meu, porque é que os outros têm de usar? Enfim!


Deixo estes dois para o fim porque, ultimamente, eles têm andado fortemente ligados e eu realmente não gosto muito disso. A Luxúria é uma coisa perfeita. O prazer carnal é o melhor que existe no mundo e eu não posso negar que me delicio com este pecado muito mais do que com qualquer outro. Se me perguntarem, eu sou luxuriosa e gosto de o ser. Gosto de entregar o corpo a sensações novas e magníficas, gosto de brincar com o fogo e de provar o fruto proibido, gosto de loucuras, gosto de provocações, gosto de jogos de prazer e sedução que apenas terminam no meu êxtase. Eu gosto da luxúria.


E se há pessoa com quem eu costumava partilhar a intensidade da luxúria, essa pessoa era o L. Porque ele é tão ou mais louco que eu, porque ele gosta de experimentar coisas novas, está disposto a tudo, alinha nas mais insanas ideias e, especialmente, ele gosta do que faz e gosta que quem esteja com ele sinta o mesmo prazer que ele sente. E eu amava partilhar o meu pecado com ele, era o meu favorito, sem qualquer sombra de dúvida.


Eu, por norma, não sou uma pessoa invejosa. Sou capaz de invejar um par de sapatos lindo que veja nos pés de outro alguém ou um vestido caríssimo que eu não consegui comprar, mas, é apenas. Tudo Inveja saudável. O problema é quando essa inveja não é mais saudável e se torna irritante. A explicação deste facto é muito simples, retomemos à minha última entrada neste blog, à noite em que o L. me levou a dançar, em que trocávamos os passos rápidos um tango, em que, por momentos, os nossos lábios se roçaram suavemente e ele olha para mim, com a mesma intensidade de toda a dança, mas com um brilho diferente nas íris claras, e, ainda com os lábios a tocarem delicadamente nos meus, sussurra: "Tu sabes que é especial". E afasta-se.


Acho que morri de inveja e voltei à vida apenas para continuar tremendamente invejosa. Porque o L. é o tipo de homem que qualquer pessoa quer para si e é também o tipo de homem que ninguém consegue ter só para si. Mas, de uma forma que eu ainda não percebi - e não sei se irei perceber -, ele agora pertence a alguém. E tu tenho inveja desse alguém. Muita inveja!


Terminando os meus queridos pecados, fica aqui a prova de que "I’m a sinner, not a saint!", que a Maria Amélia está a seguir pelo mesmo caminho e que a Casa das Bonecas é um antro do pecado.


Beijos pecaminosos,
Roxx

2 comentários:

  1. Aí minha vaca-mor pecadora! xD

    Antro do pecado soa bem ^^


    'I'm growing up and be a soft sinner' (ou talvez não) xD

    Aí que eu não estou bem e vou delirar alí para o lado de baixo e pensar no que se tornaria a minha vida se eu me envolvesse com o Sr.Tutti na versão maça vermelha ^^

    Kiss Kiss

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  2. Pois é, os antros do pecado têm a sua sensualidada ;D
    Nunca vi ninguém que se caracterizasse tão bem como tu xD E o vosso blog é demais. :D
    Beijinhos, Lauh.

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